terça-feira, 6 de março de 2012

A verdade

Você erra quando age com raiva, mas também erra quando não diz a verdade. Mas me diga se agir com raiva não é agir com verdade, quem sabe, às vezes, em certas situações? Sei que na situação em que estou pensando, agir com raiva foi meu erro, e não fui verdadeira naquele momento. Não é de mim querer magoar alguém, não é de mim agir sem coração, eu ajo com toda minha alma, sempre. Mas aconteceu de eu me perder por um instante em palavras alheias, pois a raiva me dominou, e assim foi, não quis sair de boba novamente. E você erra me escondendo coisas, você me perde cada vez que mente. Não quero ouvir de você que só quer a mim no mundo todo, quero ouvir de você sua confusão e devaneios, quero ouvir sua verdade. Porque é isso, eu não quero mais nada que não for a verdade.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Não desisti, só fui conhecer um tal de tempo

Pois bem, meu bem
se assim você quer que seja
esperemos um pouco mais
talvez não seja mesmo saudável apressar as coisas
e, assim, talvez, se um dia vier
e nos reencontrarmos
estaremos prontas.

Sem pressa, meu bem
se preciso for
vá viver suas ilusões
e eu correrei atrás das minhas
mas prometa pensar em mim quando te for adequado
pra que, se um dia vier
e nos reencontrarmos
transformemos todas essas adequações em uma boa história de amor saudoso.

Porque, meu bem
já sei que apressar as coisas,
mesmo que em nome de um amorzinho que começa a brotar,
é perigoso
e acabamos por nos abster de histórias
mas creio que com você seja preciso uma história
ou mais que isso
pra se dizer o que tanto se busca ouvir:
"eu amo você"

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O quão mais fácil é

esquecer quando se quer esquecer? No estilo: sai da minha cabeça caralho, não quero mais você aqui porra!
Cada gelo que sinto quando vejo você é proporcional a raiva que sinto quando lembro da sua palhaçada, se liga que tudo que você joga no universo volta pra você.
Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Nunca a física fez tanto sentido.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Outro tempo

Só que esse é pra mudar.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Tempo

é uma coisa que você pede pra pessoa que você mais ama, ironicamente. É. Eu choro.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Carola

O bebo bebe
a mãe maina
a vó chama
ô carol, carol
carol vai
carol vem
carol carola
até quando, carol, vais carolar?

O pinto piu
o pato quack
o relógio tic tac
e carol, carol
carol carola
vai onde?
Carol ta onde?
Carol carola
até quando, carol, vais carolar?

Oi?

sábado, 28 de janeiro de 2012

A moça triste

A moça triste que agora está parada no ponto de ônibus, certamente há muitas pessoas a sua volta, o horário é cedo, mas é de confusão. Tanta gente e tanto vazio. Tão pouco espaço, mas tanto vazio. E esse dia que não para de chover? O carros passam sobre as poças d'água e quase acertam as pessoas. Escuta-se uma ou outra voz comentar sobre o incidente, um maluco que passa falando com todo mundo, duas garotas rindo e falando alto.
Mas a moça triste apenas questiona-se sobre aonde ir. E agora? O ônibus que passa não é o seu, felizmente ele não demora, mas mesmo se o pegasse ainda não saberia. Como sempre, ela não sabe de nada. E tantos erros, ela pensa que a maioria de seus dias foram felizes, mas os tristes simplesmente a derrubam, e tudo por quê?
Essa moça não é como as outras, e provavelmente ela se vê assim também, diferente. Sente-se mal em público, há algo que ela detesta em estranhos. Há algo em seres humanos que não lhe apraz. Também uma sociedade tão nojenta, quem a julga? Todos, é claro. Pessoas adoram julgar e inconscientemente, ou mesmo conscientemente, elas a machucam.
A moça não é bem moça, ela é mais menina, ela é menina que não quer ser mulher, ela é menina que sente falta dos seus dias de infância, porque ela sabe que crescer dói, e dói demais mesmo. Ela sabe que quando criança se cai de bicicleta e chora por ter ralado o joelho, mas quando é adulto é preciso atingir o coração pra chorar tanto assim. E não é difícil para as pessoas fazerem isso. Ela sente falta da mãe que manda ir tomar banho, e manda ir estudar, e se preocupa com as doenças. Talvez ela sinta mesmo falta de proteção. Porque agora ela tem que se proteger sozinha, e isso é coisa de adulto, mas ela se recusa a crescer.
E em seus dias de sufoco, ela mesmo sem acreditar em religião alguma, se ajoelha e junta as mãos e pede um aliviozinho à virgem maria, pois ela sim acredita em algo maior, mas no que, não sabe. Como sempre, não sabe de coisa alguma.
E pode não saber coisa alguma, mas ignorante não é. No bilhete da sorte repassado leu que existe um caminho que vai dos olhos ao coração sem passar pelo intelecto. Infelizmente há olhos que vão da testa ao queixo, e olhos que vão apenas ao intelecto, e olhos que nem veem coisa alguma além de si mesmos. Ela apenas queria saber definir que tipo de olhos eram os seus, também a cegueira a podia atingir, sabe-se que o coração causa cegueira. E a menina sente demais, sente muito, sente além do que se espera. E às vezes sentir tanto assim não é bom.
Bem, mas ela espera, ela tem esperado muito tempo. Não se sabe até onde correr atrás, até onde se entregar, e o medo do arrependimento, o medo do medo, o medo da dor? O inesperado não pode ser evitado. Mas mesmo assim não tem outro jeito. O tempo só vai pra frente, e mesmo que você estale os dedos com toda a força de vontade do mundo, seus erros não serão apagados, e um momento não poderá se repetir, por mais feliz que ele tenha sido.
Ela só espera aprender a errar menos.