sábado, 12 de dezembro de 2009

Pelo jeito é Natal

As luzes começando a aparecer, as propagandas de Tv, os planos para a grande noite, as cartas, os presentes e a árvore ali no canto da sala.
Quando uma árvore pode estar dentro de casa?
Quem gostou mesmo foi o gato, que fica mexendo com as bolinhas brilhosas.
Mas eu ... Não sei se tudo isso tem o mesmo significado dos anos anteriores. Eu estou tão nervosa por causa da prova que esqueci que em dezembro também tem Natal. Esqueci, mas não foi só em relação às memórias. Esqueci um pouco daquele sentimento de ansiedade que vinha sempre que chegava dezembro. Não sei mais o que é Natal.
Eu acho muito bonita aquela árvore ali na sala, quando minha mãe acende os pisca-pisca e apaga a luz. Acho muito legal ganhar presentes e reunir a família na véspera. Não acho legal ver o especial da xuxa -.-
Mas o que é isso tudo? É isso o Natal? E onde é que fica aquele menino que dizem ter nascido nesse dia ae? Seilá. Não sou de religião, nem nada. Mas até os ateus se divertem dia 25 de dezembro. Natal pelo menos junta família, pelo menos dá aos nossos pais motivo pra nos presentear com coisas caras, pelo menos deixa todo mundo meio que ancioso.
É, Natal é isso aí.
Não sinto que devo rezar. Sinto que devo estar aqui, e sinto que devo estar feliz.
Eu vi as luzinhas na cidade e vi a superlotação das lojas e pensei: pelo jeito é Natal.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

All That Jazz

Você já foi em um desses lugares em que se sente completamente estranho? Seu cabelo fica estranho, sua roupa fica estranha, seu jeito de andar e sentar ficam estranhos. Você não quer se sentir assim, e nem acha que deve, porque, afinal, todos estão lá pelo mesmo motivo.
Não, não estão.
Ontem eu fui numa apresentação de dança um tanto que popular aqui na minha cidadezinha corrompida. Sab, uma amiga me deu dois convites e pá, chamei minha prima pra ir. Primeira coisa que aconteceu foi eu ter dormido a tarde e acordado 7h da noite, sendo que era pra chegar lá 7 e meia. Até aí bls, pensei: "deve demorar pra começar mesmo."
E demorou. Demorou muuuuuuuuito. A gente chegou e ficou lá esperando, ouvindo aquele cara falar toda hora: [vozmetálica] bem vindo ao mundo da dança, bem vindo! [/vozmetálica], aí vinham as propagandas e as musiquinhas chatas. Aquela coisa totalmente Disney, falsamente mágica. Não sei bem, mas eu tive a impressão que quase todas as meninas da minha escola pagam praquelas meninas que dançaram jazz.
Não to dizendo que foi ruim. Eu não sou alguém que pode fazer uma crítica construtiva a uma apresentação de dança, porque de dança eu não sei muito. Fiquei um pouco entediada (muito) com algumas apresentações, porque, você sabe, jazz é aquela coisa lenta. E depois conteporânea. Nessa até deu pra ver que os dançarinos eram bons, porque não vi ninguém inseguro naquele palco.
O pior mesmo foi o balé das pequenininhas. É um saco, mas todo mundo acha lindo. Então tá, é lindo.
Enfim, o melhor foi a dança final - All That Jazz, puramente Chicago, e foi perfeito.
Mas nem todo mundo estava lá pra ver as danças, realmente. Tinha gente que ficava em pé na frente dos outros, às vezes falando no celular, às vezes conversando. Nem pra se tocar que tava atrapalhando, porra! E tinha gente em pé na entrada, tipo, era um monte de gente mesmo, dançando, conversando, fazendo festa. Aí eu comecei a perceber umas coisas. Há muito tempo eu ouvia falar daquele festival, desde o fundamental. Pensei que as meninas falavam tanto disso por causa das danças. Mas não é, não. Elas falavam porque aquele festival simplesmente é um motivo pra você fazer uma social, pra você pagar de popular e dizer que foi. É lógico que elas vão dizer que foi lindo. Não viram quase nada. Não são todas. Mas eu vi muita gente fazendo isso. Entrou e saiu sem notar uma dança. E o celular, claro. Não sei porque eles sentem tanta necessidade de ter o celular colado na orelha o tempo todo.
Ah, enfim.
Desculpa pelo tamanho da coisa, fantasminhas ;*

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A rodoviária

Não quero fazer isso daqui parecer um twitter, escrevendo só 2 ou 3 linhas, mas eu to com tanto sono que tenho preguiça de escrever mais. Pegar ônibus naquela rodoviária já é um saco, com aquelas pessoas impacientes e mal-educadas, e não é por nada não, mas parece que é só você virar a esquina pra começar a aparecer gente estranha. A calçada cheia de buracos e ainda chove, aí já dá pra imaginar o tamanho das poças e a sujeira que ficam as paredes e tudo mais. Aí você vai pro ponto e tem gente reclamando do trânsito, gente que não sabe que ônibus pegar, gente te empurrando como se você tivesse culpa da fila enorme pra entrar no ônibus.
E tem a peixaria. Quando você vira a esquina tem que fazer o seguinte:
  1. Prepare-se para a pior cena que você verá na sua vida;
  2. Respire bem fundo e guarde todo o ar que puder;
  3. Passe correndo na frente da peixaria.

Anexo. Se tiver gente lerdando na sua frente, desvie IMEDIATAMENTE!

Meu, você não imagina o sacrilégio que é passar por aquele lugar. Aí você vai seguindo, seguindo, pelos vendedores de pastéis engordurados, barraquinhas de coisas inúteis (tipo aquela capa pra cartão de ônibus e controles remotos que eu aposto que não duram nem 1 mês), açaí, a relojoaria Sakura - que vende piercing também -, aí atravessa e pá.

É a rotina, e eu odeio aquela rodoviária. Era tão melhor esperar o ônibus na frente do shopping. Vê a diferença? Antes eu sentava lá no ponto e observava o movimento do shopping (que que isso, heim?), agora eu sento no ponto e observo o movimento do Mercadão Popular (Shoponte).

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sabe o que eu acho?

Os verdadeiros talentos estão escondidos porque são impressionantes demais para serem aceitos.

Ai que raiva

Não é por nada não, mas eu nunca vi um site tão confuso igual aquele da UFJF -.- E ainda demora séculos pra carregar.
Putz, eu preciso saber se lá tem cinema, senão não adianta nada eu fazer o PISM. Já não sei se vai adiantar assim, porque tá difícil de estudar, viu?
Se algum dos fantasminhas for fazer o PISM algum dia, faz favor, começa a estudar já no começo do ano, porque senão depois fica nesse desespero, igual a mim. Apesar de tudo, olha minha disposição, e que sono, pqp. Isso porque hoje pude acordar mais tarde, já que a aula de física só ia começar 9h.
Aaah, abriu o site =D

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

quem vai me escutar?

Às vezes eu não quero falar nada pra ninguém,
são nessas vezes que eu mais preciso falar.

Quem vai me escutar?

Quando nem eu me escuto
quando nem eu entendo o que meu coração diz.

Quem vai me explicar?

Essa saudade e essa vontade repentina
Esse peso, esse receio estranho.

Quem está aí, agora?

Eu não preciso de muita gente,
eu só preciso de uma pessoa.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Valeu, muito obrigado, agora virei puta, c pá -q

Eu estava percebendo esses dias, como eles gostam de colocar letras de músicas em vestibular, e vão acostumando a gente a analisar essas letras desde o fundamental. Em todos esses anos que eu estive na escola, até agora que passei pro segundo ano (amem) a letra que eu mais tive que analisar e até cansei, foi Comida, dos Titãs. É sério. Não aguento mais escrever que o compositor critica a falta de consciência do governo quanto às necessidades do povo - que não falta apenas o que comer, mas falta também cultura e diversão, etc, etc ... (outras interpretações são sempre bem-vindas, desde que façam sentido).
Até que tudo bem. Um trecho:
A gente não quer só
comida
A gente quer comida, diversão e
arte
A gente não quer só
comida
A gente quer saída para qualquer
parte
Entre outras, músicas do Chico Buarque, Caetano Veloso, e todos esses artistas consagrados, que não são apenas artistas, mas são poetas também.
Agora imagine, nessa confusão que está o nosso país, não só no meio político e educacional, mas no cultural também, que tipo de músicas não vão vir pra gente analisar daqui a, seilá, 20 anos?
Daqui a 20 anos ...
  1. Analise a música:
Só me dava porrada
E partia pra farra
Eu ficava sozinha esperando
você
Eu gritava e chorava que nem uma
maluca
Valeu, muito
obrigado, mas virei puta
Valeu, muito
obrigado, mas virei puta
Valeu, muito
obrigado-gado-gado...
A "música" trata de uma mulher que se revoltou com o marido violento e pra rebater sua condição se tornou uma prostituta.
OBS à parte: valeu, muito obrigado, se ela virou puta? Não é mulher? Então não seria muito obrigada?
ENFIM, né? ;*